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Wendy participa de uma mesa dia 8/8

Correspondência vigiada, fotos nuas, prêmio aos 17 anos e diários: tudo isso faz parte do universo da cubana Wendy Guerra. A escritora não apenas vai lançar “Nunca Fui Primeira Dama”, como virá pessoalmente ao Brasil falar sobre sua vida e obra na FLIP.

A troca de correspondências com seu editor brasileiro fez com que ela fosse chamada pelo governo de Cuba para prestar satisfação. Formada em Cinema, Wendy já posou nua para fotos mais de uma vez, sempre alegando que se despiu pela arte e não por dinheiro. Em 2006, recebeu o Prêmio Bruguera por seu primeiro romance, “Todos se van”, que foi escrito a partir dos seus diários. Além disso, publicou três livros de poesia: “Platea a oscuras”, pelo qual ganhou seu primeiro prêmio, aos 17 anos, da Universidade de Havana, “Cabeza rapada” e “Ropa interior”.

Wendy é colaboradora de diversas publicações, como o jornal espanhol “El Mundo” e a revista “Encuentro”. Em seu novo livro, Wendy traz à tona Nadia Guerra, seu alter ego ficcional. É por meio da narrativa desta personagem que a escritora dá voz às mulheres cubanas. Obcecada pela ideia de encontrar a mãe, que a abandonou aos 10 anos, Nadia faz uma viagem ao seu próprio passado e às salas escuras do regime cubano. Nesse trajeto, descobre que sua mãe, ao tentar publicar um romance sobre Celia Sánchez, secretária pessoal de Fidel Castro, se viu forçada a abandonar a filha e o país. Toda sua obra, apesar de publicada em oito países, permanece inédita em Cuba.

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